O INVERNO - O que é constante



Este Inverno já teve mais fibra.

Parece que quer desaparecer com um sorriso. Trocista o canalha!
Deixa o sol fazer a sua parte de dia, para depois me encolher à noite.
Nos passos que repito.
Nos passos onde me retiro.

O telefone nunca pára.
São outros tempos... Distantes dos dourados pechisbeque e das mentiras compulsivas. Pode ser até uma questão de hastes, de lentes ou de falta de olfacto.
Parece que a droga continua um bom negócio. Há fome de fartura e de mesura.
A extinção está por todo o lado e dá nestas coisas.

Admite.
Assume.
São outros tempos.

O telefone não se cansa.
Há uma estranha leveza... Mesmo quando tudo investe contra mim. Ainda assim... "Olha para ti. Feliz no desassossego."
Falo com botões, com espelhos, com o que tiver de ser. Falo porque ainda tenho voz.
Vou ficar rouco de tanto festejar. Perdi a conta aos pontos que tenho de avanço.
E balanço até dançar.

Estafa-te
Envelhece-te.
Que o teu tempo não é da mesma estirpe do meu.

O telefone é inevitável.
Aparece na cama, nos bolsos, em cima da mesa, no sofá, no banco do lado. Aparece na tua mão de vontade em vontade.
Até parece que existe um código secreto... E sempre que és apanhada, parece que estiveste a treinar para derrotar o maior vilão da história.
Já não sei se te apanharam, se te deixas apanhar ou se és simplesmente apanhada.
Seja lá o que for.
Se calhar foi o Inverno que te mandou para tentares acabares comigo.

O que é constante!

Primeiro foi o Outono, depois a Primavera e o Verão. Agora o Inverno.
Foram eles que te mandaram não foi?

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