O Diário - III - Um novo tampo para um tempo novo

Tenho de ir ao tabaco.

E o isqueiro também berrou.
Ocasionalmente acontece.
Os isqueiros berram e nós temos de adquirir outro.
Há quem meta isqueiros alheios no bolso... "sem querer"... e é por isso que eu tenho de adquirir outro... Para que alguém me peça "lume" e "acidentalmente" fique com ele.
- Epá desculpa. Isto é um vício que eu tenho. Acabo sempre por guardar o isqueiro.

Entenda-se:
Vício = Gamar.
Guardar = Gamar
O isqueiro do Daniel = Objecto que faz fogo... para Gamar.

Mas tenho ainda outro dilema:
Preciso de trocar o tampo da sanita.

É que aconteceu uma coisa.
Uma insignificância.
Um pequeno acidente, envolvendo duas malucas, uma câmera de filmar, cinco gramas de branca, umas velas e duas garrafas de gin, gelado - sabores clássicos: morango, chocolate e baunilha - chantilly, fruta da época e toppings sortidos.
Aconteceram umas cenas e... vejo-me... obrigado a "redecorar" a casa de banho.

Muito sucintamente:
"A força" da lente no comportamento humano.

A verdade?
"O tempo da sanita está velho."
Pelo menos foi o que o simpático cabo Rosa, me disse enquanto se despedia de mim.
- Para a próxima eu mesmo lhe telefono. Fica prometido.

Posto isto, deparo-me com vasto e complexo mundo de acessórios de plástico para louças de casa de banho.
Tenho mesmo de o substituir.
Ainda por cima uma gaja estava saltos e partiu lá qualquer coisa.
Eu nem sei bem o nome daquilo, mas no video vê-se bem.

Ora é preciso um novo tampo para um tempo novo.
- Parece um slogan político.

Se me quiserem contactar e não responder no prazo habitual, provavelmente estarei à procura do tampo perfeito.
Compulsivamente analisando todas as opções - desde a mais vulgar, às novas tecnologias - pelas lojas tradicionais, grandes superfícies, chineses, internet, etc.

Que bela maneira de passar o tempo.

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