Luto

Por mais que fuja da tua memória.
Por mais que fuja dos teus dias.
Tu apanhas-me de noite.
À traição como sempre.
Mesmo quando nada posso fazer!

Acordar torto, meio estonteado.
De garganta seca e corpo dorido.
Acordar mais cedo para evitar pesadelos.
Abandonar imagens desfocadas que persistem em piscar.
É o que me resta.

É assim que faço este luto.
Nem me vou lembrando dele.
Fecho-me nas ideias, num silêncio baldio, pelos dias frios de sol presente.
Sem campas, enterros ou funerais.

Complicadamente desapareceste.
Assim de repente.
E não houve nada que pudesse ter feito, para te salvar

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