Porno Amor e Xungaria - 8

Um poema por dia.

Da última vez que me falhaste pediste-me.
- Um poema por dia.
Pediste com aquela voz de menina meiga. Puxando-me o braço com o sorriso mais querido.
- Prometes?
Eu sorria de volta olhando para o longe, de lado para o teu ataque de ternura.
- Promete - insististe.
Com o coração derretido pela esperança, cedi.
- Está bem. Eu escrevo-te um poema por dia.
- Todos os dias?
- Sim - disse arrastando - Todos os dias.

Ora.
Promessas são promessas.
As minhas para cumprir. As tuas para quebrar.
- Tens a mínima noção de quantas promessas e juras falhaste ?

Devia ser como tu.
Por vezes temos de nos contentar com menos.

Mas não queria falhar o compromisso.
Tudo por ti. Somente para te deixar feliz.
Tolices.
As merdas que dizemos quando estamos apaixonados.
Mas de que escreveria eu, dias a fio, sem descanso ou excepção?
- És habilidosa. Pantomineira.
Mas, promessas são promessas e as minhas são para levar até ao fim.

Horas mais tarde, confessaste sem arrependimento ou compaixão, outra das tuas vulgaridades.
Ordinarices.
Mais uma promissão gorada.

E eu que já devia estar habituado apenas pensei:
- Por mais que fume, nenhum maço de cigarros me avisa que: Amar... "pode provocar uma morte lenta e dolorosa".


Morra a Xungaria, morra pim.








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