terça-feira, outubro 22, 2013

Porno Amor e Xungaria - 13

Incurável.

Como obter dignidade naquilo que não tem cura?
Ando a aprender.
Já são extracções a mais.
Daqui a pouco o meu corpo não aguentará uma anestesia.
Cirurgias e cicatrizes.
Tenho a alma cheia de tatuagens coloridas, contrastando com o resto do meu Mundo.

Olho lá para fora e tudo está cinzento!
Vai chovendo e fazendo vento mas não há cor.
Como é triste a "minha" vila aldeã a preto e branco. Fica tudo muito mais feio.

É nestes dias que me custa ver. São nestas horas em que me custa acreditar.
Quando tudo fica embaciado.
Quando a humidade chega ao osso.
Quando simplesmente não consigo ficar confortável.
(E eu preciso de estar confortável. Não consigo ser de outra forma. Cresci assim.)

Acordei transpirado e todo partido.
O corpo só me pede um banho.
A última coisa que me lembro, é de estarmos a acabar de tomar chá.
Hoje acordámos juntos e de manhã.
Sempre partiste!
Hoje ficaste!

Desabafo com voz de sono:
- Odeio este tempo.
De joelhos na cama e mãos no video pingado, chegas a cara ao reflexo.
A tua silhueta é divina!
Olhando pela janela e dizes-me sem ênfase.
- Está normal.
(Nada há nada de normal nesse corpo.)

Assisto aquele festival, estendido de barriga para cima numa cama revolta. Este leito não esconde ou disfarça nada. Foi uma noite daquelas.

Olhas para mim de repente e sorris.
(Aquele que só fazes para mim.)
Nua e solta mexes no cabelo enquanto te espreguiças.
Ficas ainda com mais curvas.
E todas elas falam comigo.

- Que foi? - perguntas divertida.
- Nada. Estou só a olhar para ti.
- É porque sou gostosa?
- Também! - respondo baixinho.
- Uhhh, ele acha-me gostosa! - respondes gozona - Uhhh, ele deseja-me!
Os teus olhos brilham.
De sorriso aberto, e muito lentamente, deslizas para dentro dos edredões, passando o teu corpo pelo meu.
Pele com pele!
Sinto-te suave.
Cheirosa.
Aqui me chegas. Gatinhando até te sentares em cima de mim.
Com as duas mãos agarras-me o rosto e depois de um beijo torto perguntas:
- Desejas-me muito?
Adoras fazer perguntas para as quais já sabes a resposta!
(Ajeitas-te)
Eu faço-te a vontade:
- Sim.
- Já viste os bicos das minhas maminhas?
(Por acaso já tinha reparado!)
- Adoro quando eles ficam assim! Sinto-me mesmo tesudona.
Os teus dedos finos apertam-te o peito cheio. Puxam e rodam o mamilos vaidosos.
Olhas-me nos olhos.
Há algo no meu fascínio que te deixa contente.
A tua mão malandra, procura-me em baixo.
- És mesmo tarado. Já estás com um pilão desgraçado!
(Agora a culpa é minha!)
- Não tens vergonha nenhuma!
Agarras-me com jeito e brincas um pouco. De beijo em beijo desces-me felina. Mordes-me o pescoço, beijas-me o peito. Depois a barriga.
Depois o resto.
(Não há que pedir licença para tamanho prazer!)
Para ficar maior e mais duro, até ficar sem sangue no cérebro.
Até o tempo parar.
Voltas à superficie e encaixas-me dentro de ti.
- Devagar... - Sussurras-me.
Ao primeiro movimento, ouço o teu melhor gemido!
Estás toda arrepiada.
As minhas mãos sentem-no.
A tua pele ondula pacientemente, abrindo-te aos poucos.
Cada vez mais molhada.
Com uma mão agarro-te o rabo. Com a outra, toco-te para te apressar, não achando um único pêlo, até me prenderes.
- Pára! Se não venho-me já!
(E qual é o mal pergunta o leitor? Nenhum, mas ela tem vergonha de se uma mulher abençoada.)
Mas eu não lhe faço a vontade. Agarro-lhe o peito com firmeza, mordisco-lhe o mamilo e faço-a vir com estrondo.
- Vou-me vir! - avisas-me enquanto me cravas as unhas no peito.
Deixas-te cair sobre o meu tronco e eu dou-te segundos para respirar fundo.
Nunca mais que segundos.
(Isto é só o começo.)
Viras-te ao contrario enquanto te agarro nas nádegas. Deixo-te ir enquanto brinco com o teu rabo. Abusas e entregas-te.
Aproveitas tudo o que consegues até perderes o fôlego.
Viro-te ao contrario e sinto-te escorrer como um rio no inverno.
Deixo-te termer e volto a entrar dentro de ti antes de parares.
Quando os nossos corpos suados se voltam a encontrar. Agarras-me com força.
Estamos a ferver. Quentes como o inferno.
E eu dou-te com força.
E ainda mais força.
Num ritmo animal. Misturando o doce e o sal, até me pedires para parar...
Precisas de te esticar. De espaço para respirar. De um momento para a cabeça tonta parar de rodar. Para sentires o latejar.
- Assim rebentas comigo... Estou farta de me vir! Já estou a ficar toda assada!
Mas as minhas ideias são outras.
Sou um tipo de malvadezas.
E por mais que peças para me vir, nunca gostei de te dar certezas.
Ponho-te de lado.
Entro por trás devagar, para sentir o teu corpo vibrar, deixar-te agarrar qualquer coisa.
Para não me puderes comparar!
Enquanto mordes o teu braço, enquanto arrancas os lençóis, enquanto seguras as mamas, faço-te vir comigo, num final de vibrante luxo.
(São segundos que me marcam anos.)
Sem dizer palavra saio para o lado, deixando-te escorrer. Bem como gostas.
(E como adoras sentir-te a escorrer. Excitas-te!)
Adoras sujar a cama toda. Aninhando-te em mim.
Mexendo-me.
- Mas tu ainda estás assim? És mesmo Porno!

Eu digo uma parvoíce qualquer, e falamos do que tiver de ser, até o resto do Mundo nos chamar.

Até lá... usas-me!
Usas-me em todas as tuas posições favoritas.
Nas tuas fantasias malditas. Nas tuas famosas desditas.
Até nas que nem consegues imaginar.

E é por isto que a nossa condição é crónica!
O que temos é incurável!






Sem comentários:

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...