A instalar a actualização (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 1 - Gloria do Ribatejo)

Odeio o Windows e as suas actualizações.
Acredito num mundo melhor.


A minha banda - Amor Terror - está a fazer a sua primeira tournée. Achei interessante ir publicando neste blogue o que se vai passando nos dias de concerto. Mostrar um pouco do backstage, e da vida uma banda da nossa dimensão em Portugal.


Espero que gostem

1 - Gloria do Ribatejo - 72km percorridos
Óculos de sol, vidros abertos e backline nas viaturas. Arrancamos sem pressa e cumprindo o codigo da estrada como poucos. Paramos na bomba de gasolina para o roubo do costume. O dia de sol está a pedir aventura e iniciamos com todo-o-terreno. Entre o Cartaxo a Valada a estrada está uma vergonha.


Pare, escute e olhe e pare novamente no semáforo da ponte Rainha Dona Amélia - A atravessar o Tejo desde 1904.
Podem desligar o carro. Preparem-se para esperar, Estivemos lá tanto tempo que deu para iniciar uma discussão sobre como se chamam os habitantes da Glória do Ribatejo.
Glórios? Gloriosos? Glorienses?
Nada disso. Glorianos.
As meninas, Glorianas.

Do outro lado do rio tudo é plano e vasto. Poucas curvas, muitas rectas.
Muge, Marinhais e chegamos ao destino.

Bem no centro da vila, podemos contemplar um mural onde Che Guevara, Amália Rodrigues e António Variações co-habitam. Tudo a preto e branco é claro. O povo da Glória do Ribatejo tem a suas referências e gosta de o mostrar.

O Hotel Jackson, não é bem um Hotel. É um espaço onde algumas associações da terra têm a sua sede. Uma comunidade. Um local de cooperativismo.
(Por falar em associações, temos de agradecer à Febre Amarela pelo convite e pela forma como nos receberam.)
O palco é pequeno e fica debaixo de um telheiro. Não é indoor, nem é na rua. É qualquer coisa de intermédio.
O sound check corre bem e a decoração começa. Lonas e mais lonas. Gaffer tape com fartura.
O jantar é servido. As duas bandas jantam juntas. O menu é Sopa da pedra (versão mega bruto) - muito boa por sinal - e a tradicional febra.
Foi neste momento que começou uma estranha parte da noite. Alguns glorianos mostraram-se difíceis de compreender. Eles estão a falar mas o discurso não faz sentido. Por vezes nem se percebe as palavras. Um deles chegou a agredir o Miguel com um murro no braço. Ficamos a saber mais tarde que é uma forma de saudação habitual entre os glorianos.

Perto das 23 e 30 estávamos no palco.
Correu bem, mas foi estranho. A noite estava fria e a maior parte das pessoas preferiu passar o concerto junto a um quentinho tronco em chamas. Mesmo assim foi muito bom ver amigos no publico. 
Seguiu-se um excelente concerto dos nossos amigos Defying Control - "Façam cara de mau!"

Agradecer, receber, arrumar e partir. Obrigado Glória. Até sempre.
Segue-se o Montijo.



Devo dizer que sou um menino. Das minhas 4 cervejas, só bebi duas!


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