sábado, março 05, 2011

Ensaio sobre balanços (II)

II

No terreno abandonado vivia um baloiço.
Cordas e madeira.
Sem segurança.
- Como todas as boas brincadeiras de criança -
Numa responsável e madura árvore,
No terreno abandonado.
Haviam finais de tarde. cheios de férias de verão.

Nunca achei graça ao balancé... Só para me sentar...
Descansar de outras correrias,
Não gostava de balançar até ficar tonto
Aquilo passava sempre no mesmo sitio
Demasiado repetitivo
- Eu sempre fui assim -
às vezes empurrava os cúmplices, Sempre mais forte e mais alto,
Não acreditava naquilo
Não me dizia nada
Gostava de escorregas.
Subir à torre e ver o que se passava. Olhar o horizonte.
Procurar exércitos inimigos,
ou pássaros, procurando o sucesso da expedição.
Terra à vista.
Sempre de verão. Sempre de calções.
Às vezes de óculos.
Futuros e futuras namoradas
- Porque de cima vê-se melhor -
Procurava escondidos, fugitivos que todos queriam salvar
Tudo o que balança como naqueles Verões, balança-me o estômago.
Sou agitado antes de querer

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