A crise é uma coisa lixada

Antes da crise comprava camisolas com 30% de caxemira.
Actualmente só consigo comprar malhas com 10% de caxemira.
(Acho que a palavra caxemira fica bem no final das frases)
Actualmente as pessoas votam.
Antes da crise também.
Se mudarmos de sistema politico poderei a voltar a adquirir camisolas com uma percentagem de caxemira significativa.
Se continuarmos a votar neste sistema "representativo" vamos continuara passar um cheque em branco a um provinciano vaidoso qualquer, sedento de fama, que "organizará" em conjunto com os restantes comparsas, a vida actual e futura de um país.
Faze-lo é estúpido.
(Tal e qual o novo acordo ortográfico. Demasiado estúpido para ser europeu.)
Votar é estúpido, e dizer que devemos sempre exercer o nosso direito, o nosso dever, é mesmo muito imbecil. Quem não quer votar também tem direito e o dever de não o fazer.
Antes da crise, os velhos falavam-me de tempos com fome, num país rural, sem hospitais, sem liberdade e sem força para falar em voz alta.
Depois da crise os velhos falam-me de um pais que será sempre rural, sem a fundamental justiça - porque o que será da saúde, da economia e da educação ou de outra coisa qualquer sem justiça? - uma pátria cheia de comunistas neo liberais socialistas ecologistas cristãos, com muita irresponsabilidade e com uma sociedade civil que sofre de ejaculação precoce.
Não votarei e continuarei a comprar camisolas de caxemira.

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