quarta-feira, setembro 29, 2010

Tulicreme e o resto da pandilha

Eu um dia chateio-me a sério. As urgências femininas são testes de fé. Agora descubro porque é que os chineses se fartam de matar mulheres. É para não as aturarem.
Parece que ser chata é condição sine qua non para ser mulher.
Já foi tempo em que os lugares comuns eram mal vistos. Desta vez ergo a bandeira branca. Já nada é mal visto. Já tudo foi espreitado e tudo correria melhor se ela atendesse o telefone. Preciso de me acalmar. De ter a certeza. Atende o telefone.
Dou por mim a comer pão com Tulicreme, fazendo tempo sobre o tempo. Não tenho pressa porque não posso.
É a mediocridade dos tempos do fim do mundo.
Na televisão está um profeta moderno. Gravata e cabelo bem penteado. Cheio de truques de venda e de oratória. Um alinhamento cósmico desfavorável e um planeta cheio de pressões. Da religião ao ambiente. Tudo ligado por um vídeo cheio de criancinhas e catástrofes naturais. Na televisão acredita-se em Deus.
Agora gostava mesmo de ser salvo por um intervalo.
E ela que não telefona.
Mas porque é que temos de escolher? Porque é que temos aquele reflexo tonto de dizer amo-te a alguém? Esta mariquice até hoje só me trouxe chatices.
O que direi ao meu filho?
Nunca se confessa nada.
Nunca.
O telefone está a tocar. Deve ser ela.

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