segunda-feira, julho 05, 2010

A internet dos outros

A Internet dos outros é sempre melhor que a minha. É histórico. Desde o tempo dos 56k que não estou em igualdade com outro utilizador qualquer.
A banda larga apenas me aumentou as contas de telefone. Passei a gastar tempo e dinheiro a reclamar, a renegociar, a pedir informações. Gritei com uma série de operadores de call center - essa raça feliz, com aquele brilho nos olhos - tendo recebido em casa um número exagerado de estafetas, técnicos de instalação, entre outros.
Assim não foi com surpresa que mesmo antes de utilizar a nova banda larga tmn, consegui fazer duas reclamações e passar 1h ao telefone a descompor os iluminados que contactam com o publico. "Como se chama?", "Como posso reclamar?", "Quanto tempo vai demorar?", "E o que é que eu tenho a haver com isso?"
Logo pensei. "Tive sapo adsl (em duas casas), netcabo, meo, vodafone, tmn e nenhuma delas funcionou normalmente." Mas os cabrões têm dinheiro para sustentar agências de publicidade e de comunicação, televisões, rádios, etc. Também deviam garantir o funcionamento do serviço tal e qual como anunciado.
Claro que reclamar presencialmente é desmotivante para o consumidor, alem de que ainda existe o fascínio da nova tecnologia, à qual tudo é permitido, mas, sempre achei que o preço exagerado que custa o serviço, tornasse o utilizador mais exigente. Afinal não. Passados mais de dez anos, tudo continua igual. Vemos um anuncio na televisão, telefonamos para um numero esquisito, falamos com um suburbano com fracas competências, esperamos pelo desenrolar normal do processo, até chegar um estafeta lento, por vezes mal cheiroso, ao qual entregamos fotocopias e dinheiro. Assinamos e vamos todos contentes experimentar a nossa Internet nova.
Assim que o facebook vai abaixo, lá estamos a falar com uma parva qualquer, a explicar tudo pela centésima vez e a pensar. "Mas porquê?"

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